50º ANIVERSÁRIO

 

MUITO OBRIGADO! 

A história da revista Selecções do Reader’s Digest confunde-se com a história re­cente de Portugal.

 

Estou certo de que não há um único lar que não guarde pelo me­nos um exemplar, contribuindo assim para ligar várias gerações de leitores. A revista Selecções continua a ser uma referência no mercado nacional – é a publicação mensal de maior circulação no nosso país e em toda a Europa. O seu formato único possibilita um fácil manuseamento, além de garantir que pode re­cebê-la na sua caixa de correio em ótimas condições.

E, não menos importante, a qualidade e variedade editorial que a caracterizam permitem que a cada número, pais, filhos e netos partilhem estas páginas com a certeza de encontrarem sempre artigos de interesse com que se identificam, porque uma vasta equipa editorial, espalhada por todo o mundo, pesquisou e se­lecionou para eles um leque de artigos que se distinguem quer pela qualidade, quer pela diversidade.

A revista que hoje recebe em sua casa já circulava em Portugal em 1942, há 75 anos, mas na variante linguística brasileira. Só em 1967 a Selecções assentou arraiais em Lisboa, iniciando um percurso de êxito, que dura até à atualidade. São esses dois factos que queremos agradecer-lhe. Afinal, só existimos por sua causa.

Parece que foi ontem, mas já passaram 50 anos! Por isso, resolvemos oferecer­-lhe uma reprodução da capa da revista de abril de 1967 – quem sabe se não tem um exemplar em sua casa?

São já cinco décadas de história, durante os quais vivemos juntos todas as mu­danças que entretanto foram ocorrendo em Portugal e no mundo.

Em nome de toda a nossa equipa, muito obrigado!

Mário Costa, Editor executivo

 

PARA RECORDAR...

Foi em maio de 1942 que nasceu a pri­meira revista Reader’s Digest em lín­gua portuguesa, editada e vendida no Brasil e importada para Portugal. É através desta edição, escrita em por­tuguês do Brasil, que os leitores portu­gueses entram pela primeira vez em contacto connosco. Até que em 1967 nasce em Lisboa a Reader’s Digest Portugal, que passa a editar e a produ­zir a revista Selecções, ainda na va­riante linguística brasileira, e a ex­portá-la para o Brasil. Inverteram-se os papéis. Em maio de 1988, cada edição seguiu o seu caminho. Era então edi­tada e publicada entre nós a primeira revista em português de Portugal.

Dez anos mais tarde, numa inicia­tiva conjunta de todas as edições da Reader’s Digest espalhadas pelo mundo, a capa típica – com o índice de conteúdos – muda e dá lugar a uma maior mancha de imagem. Mantém-se todavia o formato de bolso, a linha editorial e o propósito de «informar, entreter, enriquecer e inspirar».

Com a chegada de 2000 e a entrada do novo milénio, a revista Selecções volta a ter mudanças de conteúdo, passando a incluir uma entrevista com uma personalidade portuguesa e artigos de atualidade, refletindo os interesses e as preocupações dos portugueses, guias e conselhos práticos sobre vários te­mas. Em julho de 2001, entrou em vigor a nova capa da revista Selecções – de visual mais moderno e de mais fácil lei­tura.

Uma década volvida, eis que revista Selecções volta a renovar-se: são testa­das novas secções, é adotado um novo grafismo, mais ao gosto do leitor euro­peu, e passam a existir temas produzi­dos em colaboração entra as várias edi­ções, como a eleição do Europeu do Ano – escolha que em 2012 recaiu em Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

Em 2014, registou-se a última grande alteração da revista Selecções: um novo grafismo, mais moderno e apelativo, e uma nova capa, que, apesar de inova­dora, representa um regresso às primei­ras edições, uma vez que volta a incluir o índice, correspondendo assim à prefe­rência dos nossos leitores.

E o futuro? Será aquilo que formos capazes de fazer. Mas sempre com uma ideia em mente: continuar a fa­zer uma revista a pensar em si!

 

GERAÇÕES DE LEITORES

Ao longo destes 50 anos de empresa em Portugal, e de 75 anos da presença da re­vista Selecções nos escaparates, muitas gerações de leitores tomaram contacto connosco. Alguns deles, bem conhecidos do grande público, ofereceram-nos o seu testemunho. Muito obrigado a todos.

 

 

«Companhia no dia-a-dia»

ISABEL JONET, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome

 

Fazendo um exercício retrospetivo das marcas que fazem parte da minha vida, certamente que a revista das Selecções consta da lista daquelas que acompanharam o meu dia-a-dia.

Companhia permanente para uma leitura rápida de tempos vagos, podía­mos – e ainda podemos – encontrar na revista das Selecções artigos com tes­temunhos de vida incríveis, exemplos inspiradores, dicas práticas, anedotas e adivinhas. Mais do que meros arti­gos, os textos das Selecções são cui­dadosamente escolhidos, seguindo uma linha editorial coerente, e levam os leitores a acreditar num mundo onde existe esperança, onde pessoas normais podem ser heróis, mas, sobre­tudo, onde o esforço individual na construção do coletivo ganha mais sentido. As narrativas não são apenas exemplos de vida: são inspiradoras do que cada um pode realizar e dos fru­tos que um ato individual pode gerar.

A revista das Selecções merece fes­tejar 50 anos, e os seus leitores, espa­lhados pelo mundo inteiro, de geração em geração, retribuem continuando a considerá-la uma publicação inspira­dora num mundo onde tantas vezes há mais palco para tragédias, calamida­des e para exemplos negativos, do que para os protagonistas de vidas em que a superação por amor, a generosidade ou o sentido de bem comum cons­troem uma sociedade mais forte e coesa, resistindo à banalidade.

Associo-me à comemoração, dese­jando mais 50 anos de boa compa­nhia, para quem tem a sorte de ler a revista das Selecções, e agradecendo aos meus pais, que, assinantes regula­res, recomendavam a sua leitura desde cedo aos meus irmãos e a mim, como eu o continuo a fazer com os meus fi­lhos.

 

 

Conheci as Selecções em Moçambique

JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS,

jornalista e escritor

 

Conheci as Selecções do Reader’s Digest na cama da minha avó. Tinha uns seis anos e vivia em Tete, Moçambique. Quando os meus pais saíam à noite, acontecimento frequente, pois, naquele tempo e lugar, não havia televisão e a vida social era intensa, a Amélia chamava-me para o seu quarto e, armada de chocolates e das Selecções, seduzia-me para ador­mecer na cama dela. Claro que, antes de isso acontecer, e enquanto trincava os ditos chocolates, eu me entretinha com as Selecções que ela sempre guardava na mesinha de cabeceira.

Recordo-me de histórias milagrosas de crianças que sobreviviam a vários dias nas florestas americanas a comer pinhões e a fugir a ursos, ou então de pessoas que sobreviviam ao naufrágio dos navios e, no meio dos tubarões, conseguiam escapar numa jangada im­provisada. As histórias eram sempre in­teressantes e, pormenor importante, es­tavam sempre muito bem contadas. Adormecer a ler as Selecções não era, como devem imaginar, coisa fácil, tan­tas as aventuras que percorriam aque­las pequenas páginas, e não sei se terá sido a ler aquelas linhas que terei come­çado a imaginar o Tomás Noronha e as suas aventuras dos tempos modernos.

 

 

Parabéns, Reader’s Digest!

RODRIGO,

Fadista

 

Parabéns, Reader’s Digest e a todos os que com esta revista colabora­ram e colaboram!

Quando esta revista surgiu em Portugal, eu era gráfico, o que me pro­porcionou concorrer a alguns trabalhos para a Reader’s e, dessa forma, também me deu a oportunidade de fazer gran­des amigos.

Ainda hoje, em muitos concertos que faço por todo o país e por esse mundo fora, conto ao público uma frase que nunca mais esqueci, lida numa das vos­sas edições e que me tem guiado pela vida fora: «Não me sigas, porque eu posso ser mau líder. Não me peças que te siga, porque posso não querer se­guir-te. Sigamos lado a lado e sejamos amigos.» Esta frase foi atribuída a um chefe índio pele-vermelha.

Obrigado pela companhia destes 50 anos!

 

 

Tínhamos a coleção completa

ANTÓNIO GENTIL MARTINS,

médico 

 

Conheci a Selecções do Reader’s Digest nos seus primórdios, ao tempo da Segunda Guerra Mundial, sendo em casa uma leitura de rotina, sempre es­perada com interesse e expectativa. Tínhamos a coleção completa. Depois, a pouco e pouco, a profissão médica tomou conta... e as leituras e opções em grande parte mudaram, passando a predominar os livros e a música no pouco tempo disponível. Isto, para mais recentemente voltar a interessar­-me pela revista e pela sua diversi­dade cultural e recreativa.

 

 

Parabéns pela qualidade

JOSÉ CID,

cantor, músico, compositor

 

A minha entrevista à Selecções teve imensa repercussão. Foi uma das entrevistas mais longas sobre a minha vida e a minha carreira, na qual pude manifestar, com frontalidade, a minha opinião, os meus credos e a minha vi­são sobre esta aldeia global em que vivemos. Agradeço a vossa escolha e aproveito para vos dar os parabéns pela qualidade do trabalho e pelo vosso empenho em manter viva uma publicação de referência, com jorna­lismo de qualidade.

 

 

«Um suspiro...»

RUY DE CARVALHO,

Ator

 

Cinquentos anos é apenas um suspiro de uma divindade, mas é também um ciclo de uma sociedade e um tempo, de amadureci­mento de uma empresa que soube crescer a olhar para os momentos de um dos séculos mais ricos da história do homem. Hoje, cinquenta anos depois, parece já não haver tempo, a perder, como se esse crescimento tão elo­quente tivesse tornado humilde o de­sejo de vencer. Porque o tempo ao dar força à atitude de não se ficar quieto, gera uma realidade, um querer que se estende por toda a massa humana que compõe a empresa. O Reader’s Digest soube tornar-se imprescindível pela boa comunicação, pela atitude de qualidade que pôs nos seus projetos e pela forma como se soube, ao longo deste meio sé­culo, alimentar de novas ideias, assentes numa interessante filosofia interna, que se refletiu na forma como ainda hoje é recebida por todos nós... em casa. O Reader’s nunca abandonou teimosa­mente a beleza que a cultura tem, o que lhe dá a prerrogativa de ser uma fonte de poder em permanente renovação, porque se move numa escala de valores que supera os objetivos meramente economicistas, para se situar definitiva­mente na importância de servir cida­dãos amadurecidos, justos, equilibrados e cultos, porque é à custa desse bem que uma empresa acaba por se renovar e crescer. Parabéns!