24 maneiras de o sal o deixar doente

 

Sabia que o sal o pode deixar doente? Descubra como...

WENDY GLAUSER

1. O sal é prejudicial para a pressão sanguínea
Se é do género de comer regularmente um pacote de batatas fritas, vale a pena repensar este hábito. Demasiado sódio não é bom para ninguém, mas para
as pessoas que têm hipertensão o sal – um composto com sódio – é particularmente perigoso. De acordo com uma revisão datada de 2017 de 185 estudos na Europa, Canadá e Estados Unidos, o sódio provoca pequenos picos de pressão sanguínea nas pessoas que não têm hipertensão e picos grandes em pessoas que a têm.

 A hipertensão é o principal desencadeador de problemas cardiovasculares, incluindo ataques cardíacos, AVC e doença coronária.

 

2. Nos restaurantes, muitas refeições têm a quantidade de sal que devia ingerir durante todo o dia...

Um inquérito publicado em 2014 no Canadian Journal of Public Health examinou 20 restaurantes convencionais e 65 de fast food em todo o Canadá e concluiu que o prato médio continha 155 mg de sódio.

 

3. ... e uma refeição num restaurante fino pode ser pior que uma de fast food
O mesmo estudo concluiu que 40% dos pratos de restaurantes convencionais tinham pelo menos 1500 mg de sódio (contra 18% dos pratos de fast food).

 As opções mais salgadas? Wraps, sanduíches, entrecosto e massas com carne ou marisco.

 

4. 1300 mg
O sódio é essencial para contrair e relaxar os músculos, transmitir sinais neurológicos e manter os níveis de fluidos adequados, mas é precisa uma grande quantidade. A dose recomendada de sódio para as pessoas entre os 51 e os 70 anos é de 1300 mg por dia, segundo a Health Canada, e 1000 miligrama para quem tiver mais de 70 anos.

 

5. Reduzir o sal pode ter um efeito maior dependendo dos nossos antecedentes

Os estudos da revisão de 2017 incidiram sobretudo em participantes caucasianos. Os autores repararam que os poucos estudos com participantes asiáticos ou de raça negra sugerem que a redução de sal tem um efeito ainda mais significativo para baixar a pressão sanguínea nestas populações. Acredita-se que isso se deve a diferenças genéticas no modo como o corpo processa o sal.

 

6. Não é possível saber a quantidade de sal que está no seu prato
Em 2016, Ontário tornou-se a primeira província do Canadá a exigir às cadeias de restaurantes que indicassem o número de calorias nos seus menus. Esta mudança previa que a quantidade de sódio fosse especificada mas o Ministério da Saúde e dos Cuidados Continuados decidiu contra. (Os críticos dizem que foi uma concessão à indústria da restauração.) As únicas jurisdições da América do Norte que exigem que os níveis de sódio sejam especificados nos menus são Filadélfia e Nova Iorque, onde as refeições que contenham uma ou mais doses diárias de sódio são assinaladas.

 

7. As opções «saudáveis» podem ser perigosas

Mesmo os alimentos aparentemente nutritivos podem ser uma bomba de sal. Meia chávena de tomate enlatado podem ter 400 miligramas de sal. Uma chávena de cereais integrais pode ter 240 miligramas de sódio. Apenas 85 gramas de salmão fumado podem ter mais de 600 miligramas. Para reduzir o sódio tente consumir os alimentos o mais naturais possível e verifique se os níveis de sódio estão descritos no rótulo.

 

 

8. O sal pode provocar aumento de peso
Em 2015, cientistas da Queen Mary University, em Londres, descobriram uma ligação entre o sódio e a obesidade. Medindo os níveis de sódio na urina dos mais de 1200 participantes no estudo e registando a sua dieta durante um período de quatro dias, descobriram que os que apresentavam níveis elevados de sal tinham mais probabilidade de terem excesso de peso mesmo que não ingerissem mais calorias do que o grupo que consumia pouco sal.

 

9. O sal aumenta o risco de pedra

Não é claro porquê, mas o sódio agarra-se ao cálcio antes de ser expelido do corpo através da urina.

O cálcio urinário extra pode formar cristais que podem provocar pedras nos rins. De acordo com um estudo de 2012 publicado no Journal of Urology, as mulheres cujas dietas eram ricas em sódio tinham  entre 11 e 61% mais probabilidades de desenvolverem esta condição dolorosa. Outro estudo em menor escala revelou que uma dieta pobre em sal reduz o cálcio urinário, tanto nos homens como nas mulheres com tendência para formar pedra nos rins.

 

10. O sal pode prejudicar o sono...
Se vai frequentemente à casa de banho durante a noite, isso pode dever-se ao sal. Um estudo europeu de 2017 concluiu que os homens com mais de 60 anos que reduziram a ingestão de sal em 25% diminuíram o número de vezes que se levantavam para urinar à noite, de uma média de 2,3 para 1,4.

 

11. ... e provavelmente não sabe que o está a ingerir

 Muitas vezes não sentimos o sabor do sódio porque se mistura com o dos alimentos. Por exemplo, um simples croissant tem 424 miligramas, enquanto uns ovos Benedict podem ter uns valentes 2015 miligramas de sódio.

Para começar, porque é que o sal lá está? Primeiro, é um conservante. Além disso, também atua como agente de fermentação no pão e ajuda os alimentos a reterem água – nos produtos vendidos a peso, mais líquido significa mais lucro.

 

12. ... e aumenta o risco de insuficiência cardíaca

 Um estudo finlandês de 2017 que seguiu mais de 4600 pessoas ao longo de doze anos revelou que as que apresentavam níveis de sal mais elevados na urina tinham duas vezes mais probabilidade de sofrerem de insuficiência cardíaca do que as que apresentavam níveis mais baixos. Este risco também englobou os amantes de sal que não tinham hipertensão.

 

13. As crianças estão a consumir em demasia
De acordo com a Health Canada, 77% das crianças com idades entre 1 e 3 anos e 93% das crianças entre os 4 e os 8 anos excedem a dose diária recomendada de ingestão de sódio.

(...) *

 

* LEIA O ARTIGO INTEGRAL NA REVISTA SELECÇÕES DE OUTUBRO 2018 AQUI