A Importância do Ferro

 

Determinar a ligação entre este mineral e o nosso bem-estar.

 

SAMANTHA RIDEOUT

 

TODOS OS SERES VIVOS PRECISAM DE FERRO. Os humanos usam-no para produzir, entre outras substâncias, a hemoglobina e a mioglobina, proteínas que ajudam a armazenar e a transportar o oxigénio no corpo.

As nossas necessidades de ferro têm de ser constantemente satisfeitas através dos alimentos. Entre as boas fontes deste mineral incluem-se a carne, o peixe, a gema do ovo, o feijão, as nozes e os vegetais verde-escuros. A sua ingestão pode ainda ser aumentada cozinhando em panelas de ferro fundido: deste modo, ingerem-se pedaços microscópicos do recipiente juntamente com os alimentos que o corpo pode usar. Outra hipótese são os suplementos de ferro: tal como o nome indica, caso seja necessário são um suplemento de uma dieta nutritiva e não um substituto.

Há dois tipos principais de ferro na dieta humana: o heme (que apenas se obtém da carne) e o não heme (que se encontra nos animais e nos vegetais).
«O ferro heme é bem absorvido pelo corpo», afirma Agnèsde Sesmaisons-Lecarré, membro da Unidade de Nutrição da Autoridade Europeia para a Segurança dos
Alimentos. «Por outro lado, a absorção do ferro não heme é muito influenciada pelas interações com outros componentes da refeição.» Por exemplo, o tecido muscular da carne ou alimentos ricos em vitamina C, como a laranja e o tomate, ajudam a aumentar a sua absorção.

O corpo tem algum ferro de reserva mas uma baixa ingestão continuada e fraca absorção podem provocar anemia (falta de glóbulos vermelhos para transportar oxigénio). Entre os sintomas da anemia incluem-se a fadiga, falta de ar, sensação de frio, dor de cabeça, irritabilidade, tonturas ou palidez. É importante tratar a anemia por deficiência de ferro porque, a longo prazo, pode originar problemas cardíacos.

A anemia por deficiência de ferro também pode ser um sintoma de uma condição subjacente, como a doença celíaca, doença inflamatória intestinal ou cancro colorretal. Como o ferro é expelido do corpo sempre que há perdas hemáticas, as mulheres menstruadas e os dadores frequentes de sangue também fazem parte do grupo de risco. O contrário é mais raro de acontecer: é muito improvável exceder a dose recomendada de ferro a menos que tenha hemocromatose, uma doença genética que afeta uma em cada 200 pessoas com ascendentes na Europa do Norte. Esta doença promove a excessiva absorção de ferro e dor nas articulações, dor de barriga e fadiga.