ASPIRINA PARA PROBLEMAS CARDÍACOS

 

SIM ou NÃO?

Muitas pessoas que sofreram um ataque cardíaco ou um AVC são aconselhadas a tomar uma dose baixa de aspirina por dia, de modo a reduzir-se o risco de formação de coágulos sanguíneos e de um novo ataque. No entanto, esta medicação preventiva não é aconselhada a pessoas que não sofram de qualquer doença cardiovascular. De acordo com um artigo publicado na revista The Lancet, em 2009, sobre ensaios clínicos que envolveram cem mil pessoas, embora a aspirina reduza o risco de ataque cardíaco entre as de alto risco, para as pessoas de baixo risco esta proteção é suplantada pelo perigo acrescido de hemorragias internas (para minimizar os riscos, a aspirina deve ser tomada a seguir às refeições). A aspirina também pode provocar reações alérgicas.

Contudo, se o médico lhe receitou aspirina, os efeitos secundários poderão ser positivos. Um estudo que abrangeu mais de 6000 mulheres com 65 anos ou mais testou os efeitos a longo prazo da toma de doses reduzidas de aspirina (100 mg em dias alternados) no declínio cognitivo durante quase dez anos. As mulheres foram avaliadas cinco anos após o início do estudo e depois reavaliadas dois ou quatro anos mais tarde. Os investigadores descobriram que as mulheres que seguiam uma terapêutica com aspirina tinham menos 20% de hipóteses de desenvolver um declínio substancial em algo a que chamaram «categoria de fl uência» — testes utilizados para avaliar conhecimentos de semântica, competências de recuperação e funcionamento executivo, nos quais se pede às pessoas que digam palavras rapidamente numa categoria específica, como marcas de automóveis. As pessoas que mais pareceram benefi ciar com a aspirina foram aquelas com níveis de colesterol elevados ou que fumavam.

Se não lhe receitaram aspirina para um problema cardíaco, debata com o médico as vantagens e desvantagens da toma deste medicamento. Não se esqueça de mencionar todos os outros remédios que está a tomar, quer os receitados quer os de medicinas alternativas, como vitaminas e outros à base de plantas. Alguns podem aumentar o risco de hemorragias graves quando combinados com a aspirina.