Combater o plástico!

Por Dina Isabel

Locutora e Diretora da Rádio Sim

SOU UMA MULHER DE PAZ, não gosto de conflitos e não me meto em disputas desnecessárias. Posto isto, resolvi integrar um exército: o exército de combate ao plástico.
Não é um assunto novo mas torna-se cada vez mais premente. O nosso planeta está doente e os oceanos são o caixote do lixo da «evolução» da nossa sociedade.

A verdade é que o plástico facilitou-nos a vida ao longo dos últimos anos, mas chega de olhar para o lado e fingir que o problema não é nosso. Quero deixar aos meus filhos e netos um planeta melhor, e isso implica responsabilidade e algumas cedências.

Vamos a isto: evitar os produtos embalados e comprar avulso.

Loiça descartável – aqui está uma cedência difícil para dias de festa fora de casa, é muito mais fácil usar e deitar fora copos, pratos e talheres. Mas há que reduzir ou, mesmo, banir. Os produtores e as grandes superfícies estão a adotar gradualmente estratégias para acabar com estes produtos nos supermercados e alguns já não têm loiça descartável. O que se pode fazer? Usar descartáveis de papel ou loiça reutilizável. Dá trabalho a lavar e transportar? Dá, mas a causa merece esse transtorno.

Sacos, esta é mais fácil. Tantas alternativas de sacos reutilizáveis que já temos, não há desculpa.

E as malfadadas palhinhas? Ninguém dá por elas mas, pequenas e leves, acabam facilmente no oceano, com o impacto que isso tem: de acordo com um relatório do Fórum Económico Mundial, em 2050 podemos vir a ter mais plástico do que peixes nos oceanos.

Ah, outra coisa muito fácil: na minha secretária tenho uma garrafa de vidro para beber água. Quando acaba, volto a encher. Hoje em dia não há falta de oferta de garrafas reutilizáveis com designs atrativos.

Então, aceita o meu convite para integrar este exército?