Conselhos Sonoros

 

Como proteger os seus ouvidos.

 

SAMANTHA RIDEOUT

 

Os sons mais altos do que cerca de 85 decibéis são uma ameaça à audição, em particular se a exposição ao ruído for prolongada ou repetida. Isto deve-se ao facto de esses ruídos poderem danificar ou matar as células capilares do ouvido interno. Quanto mais alto o barulho, menos tempo é recomendável que se fique junto da sua fonte antes de causar danos. Se sentir necessidade de elevar a voz para se fazer ouvir junto de alguém que está à distância de um braço, então o ruído envolvente é potencialmente prejudicial. O ideal é reduzir o ruído, dirigir-se a um ambiente mais tranquilo ou usar proteção. Ouvir música com auscultadores é uma causa frequente da perda de audição. Muitos leitores de música e smartphones têm um débito sonoro de 100 ou mais decibéis. No entanto, o ruído ensurdecedor não é a única causa da perda de audição. Por vezes, na raiz do problema pode estar uma doença subjacente, como o tímpano furado. Além disso, o ouvido interno pode deteriorar-se com a idade e, infelizmente, não há nada que possa prevenir esse envelhecimento.

Se suspeita de perda de audição, consulte o médico de família ou um audiologista. Um aparelho para ouvir pode melhorar as suas capacidades, em particular quando se trata de acompanhar o que outra pessoa está a dizer. «Pode demorar um pouco a habituar-se» à tecnologia «porque o seu cérebro precisa de se reajustar», explica a Dra. Gemma Twitchen, audiologista sénior na Action for Hearing Loss, uma organização sem fins lucrativos britânica com sede em Londres. «Investigações mostram que é mais fácil se tomar medidas precocemente e marcar uma consulta para investigar o estado dos seus ouvidos assim que se apercebe da falta de audição.»

Os aparelhos auditivos estão a melhorar em termos de conforto, qualidade de som e aparência – há disponíveis modelos minúsculos que mal se notam. Outra consequência da exposição ao ruído ou do envelhecimento é o tinido. Por vezes descrito como um zumbido, este som fantasma também pode assemelhar-se a um tinido, sibilo ou rugido e frequentemente é causado pelo cérebro, que tenta compensar sons em falta, ou por células capilares danificadas que enviam sinais aleatórios ao cérebro. O tinido pode desaparecer mas há pessoas que sofrem dele constante ou intermitentemente pela vida fora. Apesar de esta doença afetar cada pessoa de um modo diferente, a insónia, o stress, a irritabilidade e os problemas de concentração são as consequências mais comuns.

Se o tinido for acompanhado da perda de audição um aparelho auditivo pode aliviá-lo porque envia os sons ao cérebro. Outros aparelhos úteis incluem os geradores de som, que emitem um ruído branco que suprime o tinido. Embora não exista cura para a perda de audição relacionada com o envelhecimento ou a exposição ao ruído, estudos mostram que tratar estas doenças previne o desenvolvimento de problemas como o isolamento social, a depressão e a demência porque melhoram o humor, a independência e a capacidade de interagir com o resto do mundo.