Estratégias diárias inteligentes - Comunicar

 

Aprenda e treine as estratégias seguintes, que serão uma grande ajuda para lhe garantir o acesso às palavras de que precisa e sempre que delas necessite.

Invente uma história

Os especialistas aconselham que se crie uma história que ligue as palavras às listas de coisas de que nos queremos lembrar a curto prazo, como uma lista de compras ou de tarefas a realizar. A história deverá ser o mais visual possível (caso contrário, estaremos apenas a criar palavras para nos lembrarmos de outras) e o mais disparatada ou ridícula que possamos imaginar. Por exemplo, digamos que temos de nos lembrar de três palavras: candeeiro, morangos, automóvel. Podemos imaginar que acendemos um candeeiro no exterior e vemos morangos a crescer dentro do automóvel de tal maneira que já saem pelas janelas. Quanto mais imaginativas ou elaboradas forem as nossas imagens mentais, mais hipóteses teremos de nos lembrar das coisas.

Agrupe as palavras

Para listas extensas de palavras que não precisam de ser decoradas por ordem, podemos agrupar palavras semelhantes. Cabe a cada um decidir as categorias como bem entender. Se temos uma lista de artigos de supermercado, poderemos agrupá-los pela sua localização na loja, por grupos de alimentos, por tamanhos, por preço ou pelo local onde são depois arrumados em casa.

Ouça os nomes

Quando conhecemos alguém pela primeira vez e queremos memorizar o seu nome, o primeiro passo a dar é... ouvir! São muitas as pessoas que estão tão preocupadas em causar uma boa impressão que se esquecem de prestar atenção à pessoa que estão a conhecer. Devemos concentrar-nos em ouvir o nome da pessoa, repeti-lo imediatamente («Muito prazer em conhecê-lo, Francisco») e voltar a usá-lo quando nos dirigimos à pessoa com quem estamos a conversar. Muitas vezes, isto suscita um problema cultural, pois pode parecer um pouco esquisito e até indelicado repetir assim o nome de uma pessoa. No entanto, é pena, porque se só o dissermos uma ou duas vezes é bastante provável que acabemos por nos esquecer do nome.

Faça várias associações ao nome

Quando ouvimos um nome, devemos pensar na forma como este soa e imaginar o que evoca. Por exemplo, se conhecemos uma Marina Alfaiate, poderemos facilmente visualizar uma marina cheia de barcos e um alfaiate sentado no convés a coser as velas. Podemos levar este exercício ainda mais longe para nos ajudar a lembrar desta pessoa e do seu nome no futuro. Se a Marina for ruiva, imagine que todos os barcos da marina estão pintados de vermelho. Será quase impossível esquecer o nome dela depois de uma imagem visual tão elaborada. Nem todos os nomes podem ser tão facilmente transpostos para imagens. Nesses casos, devemos usar as associações que nos vierem à cabeça. Por exemplo, se conhecer o Tiago Figueira, que é careca, podemos lembrar-nos de que temos um primo ou um amigo que se chama Tiago e que também é careca. E que o nosso primo foi casado com uma senhora da Figueira da Foz. Assim, podemos imaginar o nosso primo careca Tiago a passear no areal de uma das praias da Figueira da Foz.

Diga os nomes difíceis em voz alta

A primeira vez que conhecer Wojciech Cieszko, provavelmente terá dificuldades em pensar numa história em que o nome dele possa encaixar. Neste caso, peça-lhe para repetir o nome muito devagar. Enquanto ele o fi zer, ouça-o com atenção e imagine que o escreve foneticamente num pedaço de papel. A seguir, agrafe mentalmente o papel a uma fotografi a instantânea mental da pessoa.

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Texto retirado de "Cérebro em Forma para Toda a Vida"