Notícias do Mundo da Medicina

 

 

Descubra as últimas notícias do mundo da medicina.

 

VEGETARIANOS DEVEM TOMAR SUPLEMENTOS DE B12

No estudo da National Institutes of Health, os participantes vegan e vegetarianos tenderam a ter uma nota mais elevada do que os consumidores de carne numa escala de medição da depressão. Embora os resultados não demonstrem a causalidade, não seria de surpreender se se devesse a deficiências nutricionais, consideraram os investigadores. Os vegetarianos e os vegans, em particular, têm baixos níveis de vitamina B12 e os produtos animais são a única fonte natural deste nutriente. No entanto, é possível atingir os níveis recomendados ingerindo suplementos ou alimentos fortificados, como o leite de soja ou os cereais de pequeno-almoço.

 

A poluição do ar pode danificar-lhe os rins

Há muito que a poluição do ar foi associada a graves problemas de saúde como doenças do coração, AVC, cancro, asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Um novo estudo baseado em dados 2,5 milhões de pessoas adicionou à lista a doença renal. Segundo os investigadores, os efeitos adversos aumentam proporcionalmente aos níveis de poluição, mas mesmo quantidades relativamente pequenas de partículas podem aumentar o risco de doença crónica dos rins e acabam por contribuir para a falha renal. Se vive numa zona onde a qualidade do ar é má, esteja atento aos sinais precoces de doenças renais como: urina com espuma ou sangue, pele irritada, olhos inchados, cãibras, fadiga invulgar e pés, mãos e tornozelos inchados.

 

Novo aparelho auditivo inteligente

Investigadores na Fu Foundation School of Engineering and Applied Science, da Universidade de Nova Iorque, estão a desenvolver aparelhos auditivos de alta tecnologia para ajudar as pessoas a focarem-se apenas numa voz num restaurante ruidoso ou noutros ambientes com sons que se sobrepõem e abafam. O aparelho monitoriza a atividade cerebral do utilizador para determinar se está a conversar com um interlocutor específico. Depois escolhe automaticamente a voz dessa pessoa a partir de uma fonte áudio misturada e amplifica-a. Num ensaio recente, quase todos os sujeitos consideraram que o aparelho ajudava e queriam continuar a usá-lo depois do teste.

 

Medicamentos para a diabetes podem combater a osteoporose

Como a diabete tipo 2 afeta o metabolismo dos ossos, é vulgar as pessoas com a doença desenvolverem osteoporose. Com efeito, muitos medicamentos tratam ambas as doenças. No Reino Unido e na Grécia, os investigadores descobriram que a meformina, a sulfonilureia (como o Glucotrol), os inibidores de DPP-4 (como Januvia e Onglyza) e os agonistas do recetor GLP-1 (como Victoza e Trulicity) resultam melhor a ajudar a fortalecer os ossos e a controlar a diabetes. Se sofre destes dois problemas pergunte ao seu médico qual destes medicamentos é melhor para si.

 

A luz ténue pode torná-lo apagado

Trabalhar num escritório mal iluminado não é apenas deprimente – pode mesmo torná-lo mais estúpido. Num estudo da Universidade do Michigan, os ratos da erva do Nilo que passaram os dias com pouca luz não tiveram um bom desempenho em tarefas de aprendizagem espacial e revelaram uma diminuição de 30% das espinhas dendríticas, as ligações que permitem aos neurónios comunicarem. No entanto, o desempenho dos ratos expostos a luz brilhante melhorou. O coautor do estudo salientou que isto se «assemelha a quando as pessoas não conseguem encontrar o carro depois de passarem algumas horas no cinema», sugerindo que os níveis de luz devem ter o mesmo efeito em nós. Felizmente, quando os ratos apagados eram expostos de novo à luz brilhante as suas capacidades cerebrais recuperavam por completo.

 

O Viagra pode reduzir o risco de cancro no cólon

Num estudo com animais, uma pequena dose diária de Viagra, o popular medicamento para a disfunção erétil, reduziu em 50% a formação de pólipos cancerígenos no cólon. O Viagra eleva os níveis de uma substância que ajuda as células intestinais a formarem uma barreira contra bactérias e elementos estranhos. É necessária mais investigação para saber se o mesmo efeito seria observado nos humanos.

 

Lágrimas ajudam a diagnosticar Parkinson

Investigadores descobriram que as amostras de lágrimas de pessoas com doença de Parkinson têm níveis mais elevados da forma tóxica da proteína alfa-sinucleína do que aquela que se encontra em indivíduos saudáveis. Esta descoberta pode permitir aos médicos diagnosticarem – e até tratarem – a doença de Parkinson antes que os sintomas apareçam.

 

À caça do gene «superidoso»

Todas as pessoas passam por um declínio cognitivo à medida que envelhecem, mas como é que algumas parecem ter pouca perda de memória décadas depois da meia-idade?

Aqueles a quem os cientistas chamam «superidosos» são as pessoas que, tendo mais de 80 anos, têm valores tão bons em certos testes de memória como os adultos com idades entre os 50 e os 65 e são, pelo menos, médios noutras avaliações de capacidade cerebral. A investigação descobriu que os superidosos têm menos placas beta-amiloides e emaranhados neurofibrilares, ambos associados à doença de Alzheimer. Agora um novo estudo indica que uma das razões é genética.

Quando os cientistas sequenciaram os genomas de cinquenta e seis superidosos descobriram que um gene, o MAP2K3, tinha mudado mais nos seus cérebros do que o normal. As descobertas sugerem que os «superidosos podem ter mais resistência às mudanças cognitivas relacionadas com a idade» do que a população idosa normal, diz o principal autor do estudo.

Isto significa que mais vale abandonar as escolhas de estilo de vida saudáveis – comer bem, exercício regular, evitar o stress e os cigarros – que têm sido associadas a cérebros idosos mais fortes? Certamente que não. O que esta nova investigação indica é que as terapias que têm como alvo o gene MAP2K3 podem vir a reduzir o declínio de memória relacionado com a idade – incluindo em pessoas com Alzheimer.