OS OTÁRIOS DO CONDOMÍNIO

 

Por Dina Isabel

Locutora e Diretora da Rádio Sim

 

QUEM MORA NUM APARTAMENTO, de certeza já viveu alguns episódios nessa comunidade que é obrigado a integrar: o condomínio. Esta foi uma maneira criada para que, quem habita um espaço comum, possa viver segundo as regras da boa convivência e de acordo com as leis em vigor.

Comecemos pelas reuniões: essas duas horas por ano em que somos «incomodados» para sairmos das nossas casas, deixarmos o sofá e a preguiça a favor do bem comum. Uma verdadeira maçada à qual uma grande parte dos condóminos decide... não ir.

Para quê alterar a rotina se os «otários» de sempre lá estarão para resolverem os nossos problemas.

Administração: e agora? Quem fica administrador? Pois é, ninguém tem tempo, jeito, queda, seja lá o que for necessário para se escusar. Então contratamos uma empresa!? Isso não, custa mais caro, não é bem a mesma coisa, etc., etc. Como se costuma dizer em bom português: «Nem o pai morre nem a gente almoça.» Por isso, muitas vezes lá se sacrificam os «otários» de sempre.

E o mais básico de tudo: pagar o condomínio! Isso, aquela quantia de dinheiro que nos permite termos limpeza, pagar a eletricidade, a água, os elevadores e todos os imponderáveis que existem num prédio com vários apartamentos. Se posso trocar de carro, viajar e usar esse dinheiro para algo que me beneficie de um modo mais imediato, para quê pagar se há outros que o fazem com regularidade e precisão? Mais uma vez... os «otários» de sempre.

Se temos bons princípios, se somos cidadão cumpridores, se gostamos de viver em ordem, porque não achamos importante sermos responsáveis e participativos num dos primeiros grupos de cidadãos de que devemos fazer parte, o condomínio.

Um destes dias poderão não estar lá os «otários» de sempre.