Previna o AVC

 

De repente, sem aviso, uma artéria fica obstruída por um coágulo de sangue.

Um vaso sanguíneo frágil rebenta: ficamos com uma perna, um braço ou a cara dormentes, não conseguimos ver bem, falar ou andar. O nosso cérebro está a ser atacado e talvez nunca mais volte a ser o mesmo. Logo após um AVC, há células cerebrais que começam a morrer porque ficam privadas de sangue rico em oxigénio. Se o AVC ocorrer do lado esquerdo do cérebro, pode provocar paralisia do lado direito do corpo e afetar a fala, a memória verbal de curta duração e a compreensão. Se ocorrer do lado direito, poderá provocar problemas de memória visual e paralisia do lado esquerdo. Lesões na zona frontal podem dar lugar a um comportamento desordenado, compulsivo ou extremamente previdente e a importantes alterações da personalidade. Numa fase posterior, os AVC também estão associados a um risco acrescido de demência.

Um AVC pode acontecer a qualquer momento. No entanto, alguns dos principais problemas de saúde já foram apresentados e estes podem levar anos a conspirar um ataque de surpresa. Apresentam-se, em seguida, os fatores de risco, todos tratáveis.

 

- HIPERTENSÃO - o risco de um AVC começa assim que a tensão arterial é superior a 115/75 mmHG. De facto, o risco de um AVC duplica a cada aumento de 20 pontos do valor superior da tensão arterial e/ou a cada 10 pontos do valor inferior.

- BATIMENTOS CARDÍACOS IRREGULARES - Não ignore a fibrilação atrial, porque, através da corrente sanguínea, os batimentos cardíacos irregulares podem enviar coágulos diretamente para o cérebro.

- NÍVEIS ELEVADOS DE GLICEMIA E COLESTEROL - A diabetes duplica ou mesmo triplica o risco de AVC; níveis de colesterol LDL «mau» acima de 130 mg/dl também aumentam o risco de um AVC devido à formação de coágulos sanguíneos - sobretudo AVC repetidos em quem já sofreu pelo menos um acidente vascular cerebral.

- MINI-AVC - Dias, semanas ou meses antes de sofrerem um verdadeiro AVC, 30% a 40% das pessoas recebem um estranho sinal de alerta: um acidente isquémico transitório (AIT) também chamado mini-AVC. Os sintomas são os mesmos do AVC, mas mais breves e menos intensos.

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Texto retirado de "Cérebro em Forma para Toda a Vida"