QUANDO É QUE SABEMOS o queremos para a nossa vida?

 

Por Dina Isabel

Locutora e Diretora da Rádio Sim

QUANDO É QUE SABEMOS o queremos para a nossa vida? Às vezes muito cedo, às vezes mais tarde e, por vezes até, nunca! O que deve ser, imagino, muito angustiante.

No meu caso não foi muito difícil. Desde cedo que dizia que queria ser atriz ou estar ligada à música. Escolhi teatro na escola secundária, fiz teatro amador, toquei na banda filarmónica e até gravei um single, ou seja, andei por perto. No entanto, a outra área que também me fascinava venceu: a comunicação, mais especificamente a rádio.

Nem toda a gente tem a sorte e a oportunidade de se definir tão cedo em termos de realização pessoal. Para muitos, é necessário esbarrarem com uma experiência menos enriquecedora para depois definirem o seu rumo. Quantas pessoas que passam os dias em empregos mais rotineiros estariam mais felizes numa atividade mais criativa. Ou, pelo contrário, algumas pessoas seriam bem mais felizes em profissões mais formatadas e com maior estabilidade.

Quando somos pais, o nosso foco passa para a felicidade dos nossos filhos, repito, a felicidade dos nossos filhos e não a projeção dos nossos sonhos no seu futuro.

Não é um caminho fácil. Nem sempre os seus objetivos de vida estão claros ao nosso ritmo. Nem sempre os seus sonhos estão próximo do que gostaríamos nem do que achamos mais vantajoso. Os nossos filhos são seres autónomos que, com a nossa ajuda e apoio, terão de traçar o seu caminho. Quer isso dizer que devemos ficar de braços cruzados à espera que essa epifania aconteça? Na minha opinião, não. Guiar os nossos filhos é também não nos demitirmos de manifestarmos a nossa opinião e de lhes passarmos os nossos valores.

Procuro não ser uma mãe intrometida, os meus pais nunca o foram, mas não quero olhar um dia para a frente e achar que não fiz o que devia. Quero o que todos os pais querem, que os meus filhos sejam felizes.